O pior livro de todos os tempos: a Bíblia

Terminei de ler recentemente um livro intitulado “Being gays is disgusting or God likes the smell of burning fat”, escrito por Edward Falzon. Falzon passa pelos textos da Bíblia com dois objetivos principais: questionar as “verdades” contidas na obra e, principalmente, debochar dos absurdos pouco mencionados pelas religiões que levam a Bíblia ao pé da letra. Seu objetivo não é desrespeita-las, mas fazer um alerta: “Ninguém deveria aceitar cegamente algo que não faz sentido, não importa quão fervorosamente isso é apresentado e repetido… e repetido… e repetido.” Em um dos trechos, que faz alusão ao título, ele comenta como é digno de nota o fato da Bíblia considerar sexo entre pessoas do mesmo sexo mais grave do que zoofilia.

O tom usado por Falzon vai do politicamente incorreto à heresia total e completa. Deus conversa com Moisés usando gírias como “‘sup?'” e “m’kay?”. O livro vale pelas boas risadas, mas também por apontar aquilo que muita gente já sabe: a Bíblia é, provavelmente, um dos livros mais mal escritos de todos os tempos. Falzon aponta as contradições entre os trechos, menções aleatórias a personagens que surgem e desaparecem sem deixar vestígios (o que é conhecido como deus ex-machina no cinema: a solução surgida do nada para compensar uma falha do roteiro) e, principalmente, a ilusão de que todas aquelas páginas tem muito conteúdo. Em alguns capítulos, ele apenas indica ao leitor que aquele trecho da Bíblia é uma repetição de outro e se recusa a reproduzi-lo.

Falzon não é o primeiro a apontar os perigos da Bíblia. Os Gershwin, em sua música “It ain’t necessarily so”, questionam também as verdades dela:

It ain’t necessarily so
It ain’t necessarily so
The t’ings dat yo’ li’ble (The things that you’re liable)
To read in de Bible, (To read in the Bible)
It ain’t necessarily so.

A música faz parte de uma peça na qual um dos personagens lista histórias famosas da Bíblia para mostrar como podem ser absurdas se interpretadas literalmente, algo que muitos religiosos insistem em fazer até hoje.

Então, por que o título? Como toda obra, a qualidade de um livro está dividida em duas – parte dela depende do autor (algo complicado de avaliar no caso da Bíblia), e parte dela depende do leitor. Um leitor medíocre pode transformar um livro num verdadeiro lixo. E, infelizmente, os leitores da Bíblia são, em sua maioria, medíocres – o que a transformou no pior livro de todos os tempos.

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Um pensamento sobre “O pior livro de todos os tempos: a Bíblia

  1. se a bíblia fosse realmente um livro bom, não existiria preconceito no mundo

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